Gaeco cumpre mandados na casa de ex-presidentes e na Câmara de Aquidauana

Equipes estiveram na casa de dois políticos do PSDB implicados em investigação de fraude em licitação

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Equipes do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) cumprem mandados na manhã desta terça-feira (28), em operação chamada “Ad Blocker”, em Aquidauana e em Campo Grande. A ação implica políticos, servidores públicos e empresários.

Conforme apurado pela reportagem do Jornal Midiamax, as equipes estiveram na Câmara de Vereadores do município e na casa de dois ex-presidentes do Legislativo, os vereadores reeleitos Wezer Lucarelli (PSDB), que comandou a Casa de 2021 e 2022, e Antônio Nilson Pontim (PSDB), na presidência no biênio de 2023 e 2024.

À reportagem, o presidente da Câmara, Everton Romero (PSDB), confirmou que as equipes ainda estavam no prédio, às 10h. “Estamos atendendo aqui [as equipes do Gaeco] da melhor maneira possível. Totalmente aberto e nada a esconder”.

Sobre as investigações acerca dos contratos alvos da operação, Romero disse que assumiu agora como presidente da Casa e que está “tomando pé da situação”.

Em nota oficial, o Gaeco informou que “a referida Câmara de Vereadores já pagou valor milionário nos últimos três anos e a execução do contrato aponta para inúmeras fraudes, inclusive uso de supostos serviços para beneficiar interesse particular de agente público”.

Dois últimos ex-presidentes da Câmara de Aquidauana: Wezer (esquerda) e Nilson Pontim (Divulgação, Câmara de Aquidauana)

O nome dado à operação faz referência à tradução do inglês para o português (bloqueador de anúncios).

Auditoria do TCE-MS (Tribunal de Contas do Estado de MS) já havia encontrado irregularidades no contrato, que somou R$ 1,5 milhão em pagamentos, com dois termos aditivos de R$ 500 mil.

Para o Jornal Midiamax, Wezer declarou que apresentou o celular desbloqueado aos investigadores do Gaeco. Em relação à investigação, o ex-presidente disse que utilizou editais baseados no próprio TCE-MS. “O Tribunal de Contas encontrou três ou quatro anormalidades, só que estão a julgar o contrato e edital deles”, afirmou, completando que “se o meu eles encontrarem irregularidade, terão que punir eles [o próprio TCE-MS] também”, concluiu.

Já Nilson não atendeu. O espaço segue aberto para posicionamento.

*Atualizada às 10h14 para acréscimo de informações

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