Hospital alega superlotação, enquanto ela ainda não sabe se passará por cirurgia ou não
Uma trabalhadora doméstica, de 45 anos, está desde o último dia 10 no aguardo de algum tratamento para as lesões no Hospital do Trauma, na Santa Casa de Campo Grande. Ela fraturou o punho e o tornozelo em um acidente de trânsito e até este domingo (22) não tem um parecer médico sobre o tratamento.
Uma trabalhadora doméstica de 45 anos aguarda tratamento para fraturas no punho e tornozelo no Hospital do Trauma, em Campo Grande, desde o dia 10. Após um acidente de moto por aplicativo em pista molhada, a paciente foi socorrida, mas não recebeu atendimento médico adequado nas duas semanas seguintes, gerando preocupação entre os familiares. A superlotação do hospital tem dificultado o atendimento, e a paciente permanece sem acompanhante e sem informações claras sobre sua situação, enquanto os enfermeiros indicam que ela está em uma lista de espera devido à gravidade de outros casos. A Santa Casa não respondeu a questionamentos sobre a situação da paciente e a superlotação da unidade.
Pelo Direto das Ruas, a dona de casa Ana Paula Moraes, nora da paciente, diz que os familiares estão preocupados com a situação dela, que chegou ao local levada pelo Corpo de Bombeiros.
“Minha sogra estava em uma moto por aplicativo, que derrapou na pista molhada. Ela caiu e quebrou o punho e o tornozelo, sendo socorrida pela equipe dos bombeiros. Foi enfaixada, subiu para um quarto do Hospital do Trauma e nunca mais foi visitada pelo médico. São duas semanas já desse jeito”, conta Ana Paula.
Aos familiares e para paciente, os enfermeiros falam que a unidade médica é referência e passa por uma fase de superlotação, colocando pessoas mais graves “na frente” dela.
“Tem dias que colocam minha sogra na dieta zero, temos esperança de cirurgia, mas não acontece. A impressão que dá é que estão tão cheios a ponto de não saberem a situação de todos que estão internados. Ela está só com faixas, não pode ter acompanhante, totalmente sozinha”, completou.
A Santa Casa de Campo Grande foi questionada sobre a situação de superlotação e da paciente, mas não houve retorno até o momento. O espaço está aberto para esclarecimentos.
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